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domingo, 24 de novembro de 2013

Reticências...


E nada hoje é como um dia foi
não mais será...
não!

O amor se foi e com ele o sorriso.
E nada mais parece ser o mesmo.
Tudo mudou, muda sempre!

O amor vira desamor,
o que dorme desperta,
e o que estava acordado, agora dorme.

Inconstâncias da vida...
inconstância dos sentimentos sentidos
inconstância constante,
tudo é tão discrepante!

O apego desapega.
o amor desama
e como desama!
acontece tão rápido...
mais do que se imagina,
e até o ódio as vezes ama.
Surpresas da vida!

A ausência reclama
a presença também!
já não sei o que restou
se é que algo ainda ficou...
Só sei que a dor ainda dói.

Ficam apenas as lembranças de um amor,
que de tão quente evaporou,
sumiu... acabou!!!
Isso sim ficou... sobrou... findou o fim.
Fim!

E nada mais volta ao mesmo lugar,
o mesmo, mesmo sem mudar muda.
tudo acontece, muda estou.
silêncio...
silêncio que grita... suspira, agoniza...
silêncio que fica... suplica, replica
amor que morre não ressuscita!

O que se conhecia hoje é estranheza,
Aspereza, frieza, vazio, espinho
machuca com tristeza
a bondade e a doçura foram sufocadas.

Cartas claras não colocadas a mesa
vomitadas agora estão,
não são claras, são escuras...
mas de tão escuras brilhantes são,
claridade fosca, claridade escura,
chega a ser tosca!
Que verdade então?

"O tempo passa devagar,
já nem sei quanto tempo mais..."
melodia antiga
desprezada e sofrida...
mentira e enganação,
pois o tempo passa rápido
tão rápido que nos pega na surpresa
e que surpresa!
"A noite é muito longa,
sempre te encontro nos meus sonhos..."
Ainda sonho... mas já não tenho sonhos!

E nada mais é como um dia foi...
cobranças, lembranças...
lembranças não passam de lembranças,
de tudo aquilo que no todo
e na vontade de ser não foi...
fracassou! foi! acabou!

E nada mais se parece o mesmo
nem você, nem eu mesmo sendo, sou...
já não somos, mas fomos!
fomos?
não somos mas nós,
mas você ainda é você...
eu ainda sou... eu!

Estranhos e tão íntimos,
velhos conhecidos,
estranhos e não amigos!
Nem é pai, nem mãe, nem homem, nem filho, não mais amante,
nem sequer amigo...
não é mais nada,
não há talvez...
não há...
Não!

E nada mais parece ser o mesmo
e é tão difícil aceitar.
Do colorido tão bonito de ontem,
hoje só restam as cinzas.

Pequena, restrita, inflamável e mortal
foram as palavras que ecoaram da tua escrita...
Foi o veneno que escorreu da tua língua infernal e maldita.
Sim... "malDita!"
Pecado capital,
espaço nada sideral
sobrevoando minha mente, meu coração agora descrente.
Já não mais inocente...
Sobrevoando sem nave espacial
viajado e confuso como esse texto desnudo
que talvez só eu entenda...

É o gelo glacial que congela meu bater
meu pulsar, meu viver
é o que caleja minh'alma
que já não vê... e não tem...
motivo algum para viver sem você...
...

Ana Cristina 24/11/2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

FELICIDADE ALGOZ

Ardilosos segredos secretos
discretos, incertos
espertos!

Revelados se revelam
trelam, entregam
esperam!

Insegurança insegura
insulta, assegura
tortura!

Angustia e medo
desespero, enterro
desprezo!

Silenciar o silencio
é gritar e reverberar
o grito guardado consigo!

Sonhos sonhados
acordados e dormindo
nem sempre o bom dura tão infinito...

Punição e castigo
consequência de erros ou acertos?
desapego!

Felicidade é crucial
imparcial, banal
utopia recorrente...

Acreditar desacreditando
não fazer planos ou ter sonhos
é tentar proteger-se do engano!

Comando no descomando
não sorrio e não reclamo
não vivo de sonhos,
mas, me recuso aos mesmos enganos.

Vivendo e sentindo
persisto mentindo
pra mim e pra nós...
que dela já não preciso,
que pra ela já não existo,
Felicidade algoz!

Ana Cristina, 24/10/2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

I'M INTO YOU

Recorrência de desejos já conhecidos
desejos até então adormecidos
não pergunte nada
não queira nomear
não precisamos de rótulos
apenas me sinta
sinta!
ressinta o que já foi e ainda é teu.

Incidência no querer
loucuras e ternuras
percorra todas as curvas
contorne-as devagar
não pare... vá!

Siga
persista
você pode caminhar
mas prefiro que corra
não me faça esperar
tenho pressa.

Recorrência de desejos até então desconhecidos
mate toda a nossa sede
sacie toda a nossa fome
fome de tudo aquilo que nos consome
sede de tudo aquilo que nos falta.

Navegue no oceano e sinta sua fúria
é tão abrasador, sedutor
embaraçoso e irresistível...

Seja consumido pelo fogo que não se apaga
vai arder na sua pele
mas não te ferirá
sinta a atração no ar
é esse calor que te consome internamente,
sinta...
alimente o teu querer,
não pare.

Perca-se nos poros
que transpiram a mistura do suor que nos percorre
já não sei aonde esse fogo começou
incêndio consumidor
fogo abrasador.

Negros e incandescentes são os fios que molduram você
perfume que me embriaga
me leve aonde você for
misture-se a mim
misturo-me a ti
"Res-sinta"
sinta.

Recorrência de desejos jamais esquecidos
Tudo nos parece ainda tão conhecido
ainda é o mesmo lugar
ainda somos os mesmos
você e eu
o mesmo fogo a queimar por dentro
o mesmo querer a nos entrelaçar por dentro
Recorrência de todos os sentidos
S-InTo
I'M INTO YOU

Ana Cristina, 27/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

DOCE E INCONSTANTE ENGANO

Íntimo
Ímpeto
Infinito
Engano

Profano
Reclamo
Insano
Derramo

Penso
Profundo
Escuro
Mundo

Inseguro
Censuro
Mensuro
Infortúnio

Me perco
Desconcerto
Quebro
Acerto

Fagulhas
Doçuras
Ternuras
Inseguras

Brincando
Torturas
Sorrindo
Perguntas

Desdenho
Calúnias
Bizarras
Figuras

Percebo enfim
Que zombas de mim
Enquanto fingis me amar
A ternura se desfaz
Loucuras que não voltam atrás
Já não me sinto capaz
De sorrir, enquanto de mim se desfaz

Ana Cristina, 11/09/2013. 

sábado, 24 de agosto de 2013

VIVA... SONHE... VIVA!!!

Viva a vida
todos os dias.
Sinta a vida
a cada instante.

Valorize a vida
como a um diamante.
Cuide bem da vida
da sua vida!

Só perca a vida
por uma causa justa e nobre.
Ganhe vida
sorrindo ao invés de chorar prantos.

Receba a vida
doando vida.
Dê vida
a quem perdeu vida.

Renove a vida
ressuscitando sonhos.
Pequenos ou
tamanhos.

Conserve a vida
regando, cultivando vida.
Viva a vida,
com vida e sonhe.
Sonhe... e...
Viva!!!

Ana Cristina, 24/08/2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ESPERANÇA, ESPERANÇA...

Como o sorriso de uma criança
Nasce a esperança
Verde, cor de rosa, vermelha ou anil
Você a colore como quiser

Imprescindível à vida
É nos dias chuvosos e cinzas
Que ela faz a grande diferença
Aquece, reiventa

As vezes longe, sumida...
Outrora perto nos faz guarida
O bom é mantê-la sempre por perto
No coração e na vida

Esperança pros "bons"
Esperança até para os "maus"
Ela nasce em qualquer jardim
Que nela acredita!

Esperança que chora
Esperança que grita
Esperança que sofre
É a mesma Esperança que ri

Esperança criança
Esperança,
Esperança...
Que como uma criança
Aprendeu a sorrir

Ana Cristina, 15/08/2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PRESSA

Não penso
Faço
Não sonho
Realizo

Não temo
Enfrento
Não descanso
Luto

Não me escondo
Dou "a cara a tapa"
Não perco a esperança
Agarro com força

Não sorrio
Dou gargalhadas
Não como
Saboreio cada parte

Não quero
Conquisto
Não danço
Flutuo

Não ando
Corro
Não paro
Tenho pressa

Não espero
"Corro atrás"
Não choro
Me derramo

Obstáculos
Avanço
Dificuldades
Insisto

Vontades
Persisto
Não imagino
Navego

Não escrevo
Exponho sentimentos...

Ana Cristina, 08/08/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

TORTURA...

Penso em você
nos sonhos sonhados
sonhos acordados

Te olho de longe
ainda assim
te sinto perto
Ainda em mim...

Quero...
quero tanto
te toco mas já não tenho você
loucura de "endoidecer"...

Distante como uma estrela que não se pode tocar
admiro cada gesto
admiro estática na "platonia" do sentimento só...

Tortura dos meus dias
todo dia
distância comedida

Penso nos beijos que foram
deixando desejos escondidos
amor quase bandido

Alucino com perfume
que fresco ainda parece estar no ar
desejo escondido no olhar

Relembro das mãos
a me tocar, dedilhar
me faz delirar...

Há como penso
sinto e "ressinto"

Querer sem poder
Tortura de enlouquecer

O gosto,
alvoroço dos meus sentidos
ebulem na pele, no corpo...

Ver e não poder ter
ter e ter que esquecer
insuportável ser tão proibido

Amor quase bandido
que roubou minha razão
devorou meus sentidos

Do que adianta ter
e depois ter que esquecer?

Fel disfarçado de mel
não me deixas entrar no teu céu
estrela distante do meu alcance

O prazer de momentos breves
que se fazem eternos no corpo e na mente
sentimentos quase indecentes
proibidos demais
reprimidos por necessidade
mas com veracidade
quando diz....
quero-te mais!

Ana Cristina 01/08/2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

DESCOMPASSO DOS MEUS PASSOS

Cinza são os dias
empobrecidos de alegria
descrentes da poesia.

Fria se torna a noite
ao me debater na cama sozinha
como o substrato sem a enzima.

Enganador é o teu sorriso
doce como um vinho
venenoso a escoar intrigas.

Teu olhar me devora como um leão faminto
que saboreia sem pena
o esmagar dos ossos da vítima indefesa.

Falsas são tuas promessas
tanto quanto a ingênua ideia
de que a felicidade pode ser eterna.

A solidão dança comigo
no baile dos desvalidos
pensamentos nus e sofridos.

Cálice de barro, rachado e raso
pobre da harmonia que enfeita com cores a vida
caminhada sem destino, inoportuno abrigo.

Descompasso meus passos
sem arrimo sobrevivo
a espera sem espera
da solidão sozinha
na vida sem vida.
Minha!

Ana Cristina, 26/07/2013.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A TORTURA DO NÃO...

O vazio
vazio
oco
sem fundo

Transparente
descrente
um poço sem rumo

Sem razão assumo
O abrir mão do mundo
errante sem prumo.

Sem rio
por um fio
navego
perdido
no achado escondido das descobertas cobertas

Sem saber cadê EU?
Me cobri de VOCÊ...

Nem sou TU
nem sei ser EU
não sou NÓS
nem VOCÊS
tudo agora é clichê

Longetude
finitude
atitude sem virtude

Inquieta
aquieta
no silêncio
sem reservas
a espreita da espera

Silencie o silêncio gritante
e escute o lamento inquietante
cortante
vazante

Nesse voo sem rumo
insulto negro e noturno
chão aberto sem chão
Torturado pelo NÃO

Me perdi na ilusão dos sonhos sem sonhos
sonhando a "sonhura" do SIM
Que sem força e enlouquecido
Aprendeu a dizer-te NÃO!!!

Ana Cristina, 22/07/2013