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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

VAGUEANDO...


A entrega sem entrega
Quase sempre contesta
As entregas sem reservas
Aonde sempre há espera

Vou indo a passo fundo
No azul do mar profundo
Inundo, vagamundo
Vagueando o infinito

O futuro já era
O amanhã na espera
O hoje tem pressa
Ontem foi embora, não volta mais

Filantropia desmedida
Telepatia, apatia
Eu me vou na inda indo
Antes que meu temor me apresse

Vagueando, andando, ufano
Mundo vil, mundo profano
Portas que fecham e não se abrem
Mundos que abrem e jamais se fecham

Contestam
Refrestam
Refrescam
Muitas vezes acertam

Aqui e ali
Um dia não e outro por vir
O fim é aqui
Amanhã fica assim
Estou sempre aqui

Ana Cristina, 27/01/2016

domingo, 5 de julho de 2015

FAGULHAS EN-FIM


En-fim, o fim
desconhecido conhecido
a mim se apresentou
fagulhas e lamúrias
rodopias em mim

Pensamentos em movimento
como um vento a bailar no tempo
tento pairar o calar
impossível

Ando e persisto no caminho
que já nem sei onde dará
incertezas... fraquezas...
onde estão as certezas?

Frio congelante, espumante frio
derrapante e alucinante cair
procuro me apoiar e percebo
que já não há levantar, padeço

A esperança espera acreditar em si mesma
agonizante, redundante, paralisada em seu eu
andante na surdina, congelante caminha
na linha invisível do não saber e do não prever
arrisca, petisca do improvável viver

Ana Cristina, 05/07/2015

domingo, 19 de outubro de 2014

TALVEZES

O talvez é talvez...                                                                  
O talvez não é certeza
O talvez não segura a segurança que preciso
Talvez?

O talvez não é sim e nem não
É talvez
E mesmo sem ele ser sim, não quer dizer que seja não..
E mesmo não sendo não, não quer dizer que seja sim...
Talvez!

O talvez sempre te deixa no vácuo
Estar no vácuo é espera
E a espera quase sempre dói
Esperar é talvez...
Mas talvez não é espera!

Talvez sorria hoje
Talvez chore amanhã
Talvez ame agora
Talvez desame sem cessar
Talvez viva sem amar
Talvez ame para viver
Mas de todos os "TALVEZES"..
O talvez que mais prefiro é...
Viver para amar você!


Ana Cristina, 20/10/2014

sábado, 23 de agosto de 2014

LIVRE

Gosto de ser livre
de sentir o vento no rosto
Sentir a textura das coisas 
Me encanto com as coisas mais simples e também com as mais bonitas
Gosto de sabores e cores 
Gosto de sentir calor e amor
Gosto de sorrir e de abraçar
Gosto de perfume e vislumbres 
Gosto do meu silêncio pois nele posso voar
Gosto da liberdade e da leveza das coisas
Gosto da leveza das pessoas
Gosto de ser livre
Livre
Gosto de ser eu, como eu sou
Gosto de voar longe
Bem longe...
E gosto ainda mais de voar longe 
e não ter hora certa para voltar...

Ana Cristina, 23/08/2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

QUARTA-FEIRA...


Rasga-me por inteira e encontrarás só a ti
Em todas as partes de tudo que há em mim
Rasga-me por inteira e verás que o coração que um dia foi carne e músculo
Hoje encontra-se moído, triturado e partido...

São tantos os pedaços, que já nem sei se posso juntá-los...
O que dizer agora, se todas as palavras foram embora?
O que eu sinto não te importa e ainda assim, sinto...
O que eu sinto não te dói como doeu e ainda dói em mim

O teu mundo jaz numa concha
A tua concha... Entre teu véu negro te escondes... penumbra, rascunhas viver...
Não quisestes acordar pro meu mundo que tem pressa
Em ti sempre regressas, já eu, tenho pressa... Sim!

Já não sei, se a tua calmaria é tão sensata...
Já não sei, se minha pressa é tão louca...
TALVEZ!

Estamos em pontos divergentes,
tangentes,
enchentes,
eloquente
inconsequentes talvez...

Embriaguez,
insensatez,
infantis?
talvez... TALVEZ...

Só sei que essa dor é profana, rasga-me até as entranhas
Confunde-me com o passado que já passou...
Confunde-me com o presente que não é presente...
Confunde-me com o futuro que eu nunca saberei... TALVEZ...

Caminhos se abrem, portas também
Mas as vezes, parece que só pensamos em fechar todas as possibilidades, me diga o porquê?
Não sei, se a bela tarde de uma quarta-feira singela e perfeita se repete outra vez... Não sei!

Não sei, se a sinfonia regida por um destino que leva apenas um coração moído, emita uma nota sequer, que possa derreter o gelo da rigidez de um coração que se nega a crer que eu o amo...
Essa mesma sinfonia agonizada por este coração moído, talvez seja incapaz de derreter o gelo da tua estupidez de não entender que eu te amo...

O frio que sinto em meu peito, congela-me de saudade,
 atrocidade,
maldade,
veracidade... não..
apenas saudade...

Tua indiferença congela-me dos pés ao alto da cabeça
Tua estupidez apunhala-me como espada afiada

Não esqueço teus beijos,
Teu cheiro me consome os sentidos,
RES-sinto... RES-sinto... Sinto!

Quantas vezes precisarei gritar o seu nome?
Quantas vezes fingirás que não me ouves?

Sentimentos desvalidos,
dis-torcidos,
dis-sentidos,
dis-solvidos,
res-sentidos...

Insensíveis e tão sensíveis a você...
Seduzidos e invisíveis, por quê?

Visíveis ao coração, sem noção e sem perdão
Cheio de pecados e com tanta solidão...

Negue...
Me negue...
RE-negue
Te DE-sassossegue...

Engana-te apenas a ti,
Não a mim!

Me sinto através de ti...
Te sentes através de mim...

O quarteto que canta a canção do coração moído é atemporal...
Talvez um dia,
Talvez em anos,
Talvez tarde,
Talvez cedo...
Talvez hoje
Talvez nunca...
NÃO SEI!!!

Não aos 30, talvez em 50... Quem sabe aos 80... TALVEZ!

Saberemos se é amor ao sentir as borboletas borboletarem no estômago outra vez...
Só nós saberemos...
Sim saberemos!

Não precisa palavras,
Basta um olhar...
TALVEZ!

Ainda haveremos de sentir uma saudade doída ou uma saudade feliz,
Infeliz... Aprendiz... Diz...

Tudo aquilo que não se diz,
Mas ainda que calado diz...
Sentida diz...

"Tamagochicamente" manipulando um coração de alguém,
Que estupidamente esqueceu que um dia
Numa quarta-feira,
O amor podia confiar em alguém...

Ana Cristina ,17/07/2014

sábado, 14 de junho de 2014

ADENTRE...

Adentre pelo meu peito e siga
me devore os sentidos
meus sussurros e gemidos
grunidos na imensidão do sentir
suspiros...

Adentre pela minha alma embriagada
pela loucura da paixão desmedida e sem razão
siga não e não pare
encontre o caminho onde o vermelho e o amarelo se fundem
explodem em fogo 
no queimor do que me me arde por dentro.

Adentre...
mesmo sem jeito
rasga-me o peito
as roupas
as linhas e as entrelinhas

Adentre...
invada-me com insanidade
para que posso querer a razão e as normas nessa hora?

Adentre...
me tire todas as verdades
derrube minhas barreiras
me invada sem fronteira
vença meus bloqueios
derrube-os sem dó!

Adentre...
Meu corpo e entranhas,
como uma flexa que sabe onde acertar o alvo
sei que sabes

Adentre...
celebre em minhas entranhas todas as tuas façanhas
não quero manhas, quero você
e não me importa nada além do querer
Quero!

Adentre...
ainda que amanhã me digas adeus

Adentre...
ainda que amanhã não estejas aqui

Adentre...
ainda que o que sentes não seja meu

Adentre...
Preciso do hoje
faço dele o meu sempre
adentro...

O infinito é agora
quem espera tem pressa
quem ama também

Adentre...
Invada meu peito
consuma e suma com meus medos
me diga que quer
tenha meu sim e vamos
não fale nada
não quero nada
não espero nada...
Apenas sinta!

Adentre...
ressinta a essência que há em mim
a essênciaque só você extrai
liberte-me da prisão dos tabus e dos medos...

Adentre...
sem fim...
penetre tudo que habita em mim...
invada meus póros
olhar e boca
invada meu corpo e minha alma...

Adentre...

Ana Cristina, 15/06/2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ReSSENTE...

Como medir a desmedida?
Como dosar o sentir, que sem medida escoa dentro de mim?
Como não amar?
Como não sonhar?
Como não querer o amor?
Flor que desabrocha...
Não avisa o dia do seu florescer...
Acontece!
Luar na imensidão do céu a brilhar...
Ondas de um oceano de sentidos
Que mesmo sem sentido, sente...
Faz todo sentido
ReSSente e sente
Flores e pétalas
Pólen e néctar
Mel que adoceia a boca
Incendeia o coração
Queima
Brasa ardente da loucura sem rasura
Me deixas sem jeito
Inocente coração
Acreditou na paixão...
E rendido agora está...
Tornou-se refém
do louco amor
da loucura que é amar...
Me faça sonhar
Quero acreditar
Na esperança que mesmo muda
No silêncio insiste em te amar...

Ana Cristina, 16/05/2014

domingo, 13 de abril de 2014

"ATempo" TEMPO?

Por que o tempo anda sem tempo?
Por que o tempo perdeu-se no tempo?
Estaria o tempo precisando de tempo?
Ou o tempo ficou tão sem tempo,
a ponto de sumir no seu próprio tempo?

Para que tanto tempo?
Ou porque a sensação de falta de tempo a todo tempo?
Seria o tempo desculpa?
Seria o tempo necessidade?
Seria o tempo mera saudade?

Tempo....
Tempo para nostalgia,
tempo para restaurar feridas,
tempo para amenizar as dores sentidas,
tempo para prolongar a alegria,
e tempo para prolongar a vida...
Tempo!

Tempo de aconchego
Tempo de beijos
Tempo de choro
Tempo de agouros
mas o que move o mundo, é tempo!

Aproveite seu tempo,
o tempo que ainda é pouco
o tempo que ainda começa
o tempo que está no seu percurso natural,
o tempo anormal,
o tempo racional e o irracional.

Aproveite o tempo que ainda te espera
aproveite o tempo sem pressa que ele acabe
ele pode durar segundos e se fazer eternidade
e pode ser eterno e ainda assim te faltar tempo.

O tempo não perdoa
O tempo voa
O tempo escoa
O tempo as vezes magoa...
O tempo passa o tempo todo
O tempo não pede tempo!
Invente seu tempo
sem pedir tempo!

"ATempo..."
Tempo...
"ATempo..?"

Ana Cristina, 13/04/2014

SONHOS...

Vivo de sonhos...
Sonhos meus,
sonhos teus,
nossos sonhos,
sonho!

Vivo de sonhos...
neles todos os planos,
sem planos,
Sonho!

Nos sonhos encontro sonhos
sonhos sonhados
sonhos escondidos
outrora esquecidos,
mas sempre...
Sonhos!

Sonho esperado,
é sonho amigo,
sonho querido
outrora reprimido
as vezes vivido
sonho e sigo...
sempre sonhando,
sempre...
Sonho!

Ana Cristina, 13/04/2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

E A SAUDADE?

E a saudade?
Onde guardá-la
Onde escondê-la?
Onde abafá-la?

E a saudade que dói?
E a saudade que sorri?
E a saudade que insiste em lembrar...?
E a saudade que tenta lembrar de esquecer...?

E a saudade do que se sabe?
E a saudade do que não se vê?
A saudade do que se conhece?
E a saudade do que nem se conheceu?

E a saudade?
Não diga o que me machuca, não!
E a saudade?
Não me diga nada, apenas escute...
E a saudade?
Não espero nada em troca, não espero!

E a saudade?
Apenas escute o que sinto
Escute meu coração...
E a saudade?
Apenas suporte aquilo que com força a tempo agonizo...

E a saudade?
Apenas escute o meu silêncio...
Apenas silencie o meu grito...
Grito de dor
Grito de amor
Grito de horror
Grito de saudade
Grito de uma liberdade presa
Grito de uma prisão deliberadamente solta...

E a saudade?
Ela vai estar sempre aqui dentro...
No âmago das minhas emoções
Eterna e doce prisão
Ardente no coração...

E a saudade?
Ela vai estar sempre aqui dentro...
Armadilhas e grilhões do insensato coração...
E a saudade?
É o que ficou de alguém que partiu
Partiu e não levou tudo o que deveria...

E a saudade?
Vai estar sempre aqui... ali... assim... assim... aqui!
A saudade, que saudade!

Ana Cristina, 28/02/2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

DEVORA-ME!

Sonhando...
sem razão e sonhando...
não paro...
não pare...
sonhemos...
venha!

Qualquer coisa que diga
qualquer coisa que faça
me fará sonhar ainda mais.
sonhando...
delirando...
Mergulho em sonhos
proibidos sonhos
escondidos... sonhos...

Sonhando
inconscientemente sonhando
a dois sonhando
sozinha sonhando
preciso desses sonhos
nada deterá,
desejos tecidos em teias.

Sonhando
não me faça parar
sempre sonhando, sigo...
deliciosamente sonho...
nada certo, nada errado
apenas sonhando
preciso
instinto
vontade
minha vontade é quase instintiva...
desejo e sonho...
acordo e ainda assim sonho...

Sonhando
sem limites
não me segure!
Mergulho nessa viagem
sonhando
e não paro
sem restrição
sem cansar
não pare... vá!!!

Acordada,
sonhando...
sonho!
enquanto durmo,
deliciosamente e maliciosamente sonhando...
sinta-me enquanto sonho
me encontre nos meus e nos teus sonhos,
sonhe...
sonho...
prove!

Toque minha pele devagar e sinta...
caminhe pelas curvas que encontrar nesse caminho.
Sonhando...
Não importa aonde isso vai dar
sonhe...
comigo...
sonhe sozinho,
apenas sonhe!

Não importa se dorme
não importa se acordado está!
Apenas sonhe...
Sonhando me encontre...

Me sinta enquanto sonha
Me beba enquanto sonha
Me tenha enquanto sonha
Sonhe!!
Devora-me...
e sonhe...

Ana Cristina, 14/02/2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

DEVANEIOS

No cair dessa chuva
Em meio a essa madrugada fria e solitária
Me vem você no pensamento
No ardor que me queima por dentro
Vem você não só no meu pensamento, mas em mim toda...

Olho além do que vejo nessa tela
E encontro seu gosto, seus beijos, seu prazer e seu gemido...
Encontro o teu corpo no meu em cenas que desejo,
Em momentos que não esqueço
Gravados em cada póro meu...

Saborearia tua saliva e o gosto da tua língua, o beijo que não esqueço...
Saborearia você na cama e no chão...
Te devoraria com meu desejo que não cessa
Pediria com meu corpo e com meu gemido em teu ouvido: quero mais... mais...
Te delinearia com minhas mãos a te percorrer nu só meu!

A percorrer sobre tuas coxas e pelo teu sexo..
Sentiria as batidas do teu coração
E colocaria teu peito junto ao meu...
Pra sentir bem o teu pulsar em mim
Pra sentir bem o teu roçar em mim


Gemeria agora com toda veemência
Em teu ouvido todos os insanos desejos que eu sentisse..
Pediria a você que me despisse..
Além do que a roupa encobre..
Além do que o teu desejo espera encontrar...

Lamberia você como uma felina
Que saliva e saboreia seu prato predileto e mais gostoso
Te arranharia para gravar na tua pele
Meu instinto mais secreto, minha vontade de você!
Te pediria não pare!!

Só pra não deixar de ver e ter você
Mexendo dentro de mim...
Explodindo de tesão e de desejo..
Com sua voz em meu ouvido
Querendo saber o que quero de você!
Como a fonte do desejo que arde em mim...
Te daria todos os meus beijos.. todo meu desejo...com toda sua força...

Queria que esse devaneio não parasse para não te perder
Mas o tempo é implacável, não polpa nada e nem a ninguém
Então só me resta guardar o teu gozo na minha mente
Assim como meu suspiro e entrega está em você!
O desejo de ser totalmente sua!
E de ter você totalmente meu!

Quando nossos corpos se atraem e se completam..
No que você chama de sexo!
E no que chamo sentimento..

Ana Cristina, 12/01/2013 

domingo, 24 de novembro de 2013

Reticências...


E nada hoje é como um dia foi
não mais será...
não!

O amor se foi e com ele o sorriso.
E nada mais parece ser o mesmo.
Tudo mudou, muda sempre!

O amor vira desamor,
o que dorme desperta,
e o que estava acordado, agora dorme.

Inconstâncias da vida...
inconstância dos sentimentos sentidos
inconstância constante,
tudo é tão discrepante!

O apego desapega.
o amor desama
e como desama!
acontece tão rápido...
mais do que se imagina,
e até o ódio as vezes ama.
Surpresas da vida!

A ausência reclama
a presença também!
já não sei o que restou
se é que algo ainda ficou...
Só sei que a dor ainda dói.

Ficam apenas as lembranças de um amor,
que de tão quente evaporou,
sumiu... acabou!!!
Isso sim ficou... sobrou... findou o fim.
Fim!

E nada mais volta ao mesmo lugar,
o mesmo, mesmo sem mudar muda.
tudo acontece, muda estou.
silêncio...
silêncio que grita... suspira, agoniza...
silêncio que fica... suplica, replica
amor que morre não ressuscita!

O que se conhecia hoje é estranheza,
Aspereza, frieza, vazio, espinho
machuca com tristeza
a bondade e a doçura foram sufocadas.

Cartas claras não colocadas a mesa
vomitadas agora estão,
não são claras, são escuras...
mas de tão escuras brilhantes são,
claridade fosca, claridade escura,
chega a ser tosca!
Que verdade então?

"O tempo passa devagar,
já nem sei quanto tempo mais..."
melodia antiga
desprezada e sofrida...
mentira e enganação,
pois o tempo passa rápido
tão rápido que nos pega na surpresa
e que surpresa!
"A noite é muito longa,
sempre te encontro nos meus sonhos..."
Ainda sonho... mas já não tenho sonhos!

E nada mais é como um dia foi...
cobranças, lembranças...
lembranças não passam de lembranças,
de tudo aquilo que no todo
e na vontade de ser não foi...
fracassou! foi! acabou!

E nada mais se parece o mesmo
nem você, nem eu mesmo sendo, sou...
já não somos, mas fomos!
fomos?
não somos mas nós,
mas você ainda é você...
eu ainda sou... eu!

Estranhos e tão íntimos,
velhos conhecidos,
estranhos e não amigos!
Nem é pai, nem mãe, nem homem, nem filho, não mais amante,
nem sequer amigo...
não é mais nada,
não há talvez...
não há...
Não!

E nada mais parece ser o mesmo
e é tão difícil aceitar.
Do colorido tão bonito de ontem,
hoje só restam as cinzas.

Pequena, restrita, inflamável e mortal
foram as palavras que ecoaram da tua escrita...
Foi o veneno que escorreu da tua língua infernal e maldita.
Sim... "malDita!"
Pecado capital,
espaço nada sideral
sobrevoando minha mente, meu coração agora descrente.
Já não mais inocente...
Sobrevoando sem nave espacial
viajado e confuso como esse texto desnudo
que talvez só eu entenda...

É o gelo glacial que congela meu bater
meu pulsar, meu viver
é o que caleja minh'alma
que já não vê... e não tem...
motivo algum para viver sem você...
...

Ana Cristina 24/11/2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

FELICIDADE ALGOZ

Ardilosos segredos secretos
discretos, incertos
espertos!

Revelados se revelam
trelam, entregam
esperam!

Insegurança insegura
insulta, assegura
tortura!

Angustia e medo
desespero, enterro
desprezo!

Silenciar o silencio
é gritar e reverberar
o grito guardado consigo!

Sonhos sonhados
acordados e dormindo
nem sempre o bom dura tão infinito...

Punição e castigo
consequência de erros ou acertos?
desapego!

Felicidade é crucial
imparcial, banal
utopia recorrente...

Acreditar desacreditando
não fazer planos ou ter sonhos
é tentar proteger-se do engano!

Comando no descomando
não sorrio e não reclamo
não vivo de sonhos,
mas, me recuso aos mesmos enganos.

Vivendo e sentindo
persisto mentindo
pra mim e pra nós...
que dela já não preciso,
que pra ela já não existo,
Felicidade algoz!

Ana Cristina, 24/10/2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

I'M INTO YOU

Recorrência de desejos já conhecidos
desejos até então adormecidos
não pergunte nada
não queira nomear
não precisamos de rótulos
apenas me sinta
sinta!
ressinta o que já foi e ainda é teu.

Incidência no querer
loucuras e ternuras
percorra todas as curvas
contorne-as devagar
não pare... vá!

Siga
persista
você pode caminhar
mas prefiro que corra
não me faça esperar
tenho pressa.

Recorrência de desejos até então desconhecidos
mate toda a nossa sede
sacie toda a nossa fome
fome de tudo aquilo que nos consome
sede de tudo aquilo que nos falta.

Navegue no oceano e sinta sua fúria
é tão abrasador, sedutor
embaraçoso e irresistível...

Seja consumido pelo fogo que não se apaga
vai arder na sua pele
mas não te ferirá
sinta a atração no ar
é esse calor que te consome internamente,
sinta...
alimente o teu querer,
não pare.

Perca-se nos poros
que transpiram a mistura do suor que nos percorre
já não sei aonde esse fogo começou
incêndio consumidor
fogo abrasador.

Negros e incandescentes são os fios que molduram você
perfume que me embriaga
me leve aonde você for
misture-se a mim
misturo-me a ti
"Res-sinta"
sinta.

Recorrência de desejos jamais esquecidos
Tudo nos parece ainda tão conhecido
ainda é o mesmo lugar
ainda somos os mesmos
você e eu
o mesmo fogo a queimar por dentro
o mesmo querer a nos entrelaçar por dentro
Recorrência de todos os sentidos
S-InTo
I'M INTO YOU

Ana Cristina, 27/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

DOCE E INCONSTANTE ENGANO

Íntimo
Ímpeto
Infinito
Engano

Profano
Reclamo
Insano
Derramo

Penso
Profundo
Escuro
Mundo

Inseguro
Censuro
Mensuro
Infortúnio

Me perco
Desconcerto
Quebro
Acerto

Fagulhas
Doçuras
Ternuras
Inseguras

Brincando
Torturas
Sorrindo
Perguntas

Desdenho
Calúnias
Bizarras
Figuras

Percebo enfim
Que zombas de mim
Enquanto fingis me amar
A ternura se desfaz
Loucuras que não voltam atrás
Já não me sinto capaz
De sorrir, enquanto de mim se desfaz

Ana Cristina, 11/09/2013. 

sábado, 24 de agosto de 2013

VIVA... SONHE... VIVA!!!

Viva a vida
todos os dias.
Sinta a vida
a cada instante.

Valorize a vida
como a um diamante.
Cuide bem da vida
da sua vida!

Só perca a vida
por uma causa justa e nobre.
Ganhe vida
sorrindo ao invés de chorar prantos.

Receba a vida
doando vida.
Dê vida
a quem perdeu vida.

Renove a vida
ressuscitando sonhos.
Pequenos ou
tamanhos.

Conserve a vida
regando, cultivando vida.
Viva a vida,
com vida e sonhe.
Sonhe... e...
Viva!!!

Ana Cristina, 24/08/2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ESPERANÇA, ESPERANÇA...

Como o sorriso de uma criança
Nasce a esperança
Verde, cor de rosa, vermelha ou anil
Você a colore como quiser

Imprescindível à vida
É nos dias chuvosos e cinzas
Que ela faz a grande diferença
Aquece, reiventa

As vezes longe, sumida...
Outrora perto nos faz guarida
O bom é mantê-la sempre por perto
No coração e na vida

Esperança pros "bons"
Esperança até para os "maus"
Ela nasce em qualquer jardim
Que nela acredita!

Esperança que chora
Esperança que grita
Esperança que sofre
É a mesma Esperança que ri

Esperança criança
Esperança,
Esperança...
Que como uma criança
Aprendeu a sorrir

Ana Cristina, 15/08/2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PRESSA

Não penso
Faço
Não sonho
Realizo

Não temo
Enfrento
Não descanso
Luto

Não me escondo
Dou "a cara a tapa"
Não perco a esperança
Agarro com força

Não sorrio
Dou gargalhadas
Não como
Saboreio cada parte

Não quero
Conquisto
Não danço
Flutuo

Não ando
Corro
Não paro
Tenho pressa

Não espero
"Corro atrás"
Não choro
Me derramo

Obstáculos
Avanço
Dificuldades
Insisto

Vontades
Persisto
Não imagino
Navego

Não escrevo
Exponho sentimentos...

Ana Cristina, 08/08/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

TORTURA...

Penso em você
nos sonhos sonhados
sonhos acordados

Te olho de longe
ainda assim
te sinto perto
Ainda em mim...

Quero...
quero tanto
te toco mas já não tenho você
loucura de "endoidecer"...

Distante como uma estrela que não se pode tocar
admiro cada gesto
admiro estática na "platonia" do sentimento só...

Tortura dos meus dias
todo dia
distância comedida

Penso nos beijos que foram
deixando desejos escondidos
amor quase bandido

Alucino com perfume
que fresco ainda parece estar no ar
desejo escondido no olhar

Relembro das mãos
a me tocar, dedilhar
me faz delirar...

Há como penso
sinto e "ressinto"

Querer sem poder
Tortura de enlouquecer

O gosto,
alvoroço dos meus sentidos
ebulem na pele, no corpo...

Ver e não poder ter
ter e ter que esquecer
insuportável ser tão proibido

Amor quase bandido
que roubou minha razão
devorou meus sentidos

Do que adianta ter
e depois ter que esquecer?

Fel disfarçado de mel
não me deixas entrar no teu céu
estrela distante do meu alcance

O prazer de momentos breves
que se fazem eternos no corpo e na mente
sentimentos quase indecentes
proibidos demais
reprimidos por necessidade
mas com veracidade
quando diz....
quero-te mais!

Ana Cristina 01/08/2013