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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

EU AMANHEÇO

A insonia e seus segredos invadem a noite logo cedo.
Pesadelos misturados a desejos e sonhos.
Delírios e desencantos.
Infortúnio, assombro.

O degelo das emoções congeladas, pedradas, pesadas,
me afogam em mágoas.
O cristalizado do ontem me paralisa no hoje,
como um fade out e seu implacável fim.

Me olho e não me reconheço.
Hoje só restam pó e cinzas.
Mas não sou nenhuma fênix.
Não aprendi a ressurgir das cinzas.
Não alimento nenhuma esperança.
Minhas pálpebras estão cansadas
de se banharem em lágrimas que escorrem pela minha face.

Notas de uma valsa triste, sem fim.
Perfume de jasmins.
Não quero deixar-me conhecer.
Prefiro esconder meu crônico adoecer.
Me ceda gotas de cura.
Alivie a minha dor.
Descanse o meu cansaço.

Me faça florescer como os lírios do campo.
Quero sorrir hortências com alegria e cores de violetas.
Mas o entardecer é triste.
Ainda que o céu me prometa estrelas,
o amanhã é tão incerto...

O futuro, um mistério.
Em nada se faz conhecer.
É secreto, eterno e finito
como um novo amanhecer.

Ana Cristina, 25/10/2012

3 comentários:

  1. Olá Ana!! Pois é, tempão que eu não olhava seu blog e quando volto encontro esse lindo poema- ludico. Parabéns por manter esse espaço sempre bem contornado com seus pensamentos. Abraços.

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  2. Obrigadaaa meu querido! Você é sempre benvindo aqui! Beijo

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  3. Meu nome é António Batalha, estive a ver e ler algumas coisas de seu blog, achei-o muito bom, e espero vir aqui mais vezes. Meu desejo é que continue a fazer o seu melhor, dando-nos boas mensagens.
    Tenho um blog Peregrino e servo, se desejar visitar ia deixar-me muito honrado.
    Ps. Se desejar seguir meu blog será uma honra ter voce entre meus amigos virtuais, decerto irei retribuir com muito prazer. Siga de forma que possa encontrar o seu blog.
    Deixo a minha benção e a paz de Jesus.

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