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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
INSUPORTÁVEL
Insuportável seria
viver sem ter o seu amor,
acordar sem os teus bons dias,
dormir sem os teus abraços.
Insuportável seria
planejar um futuro
sem encontrar nós dois,
ouvir os sons
e não ouvir a tua melodia.
Ver o nascer do sol
e não sentir a tua presença
depois vê-lo se pôr
sem ter o seu aconchego.
Compor canções
sem o sentimento
que arde em meu peito
por você!
Insuportável seria
não visualizar o teu sorriso,
a coisa mais linda de se ver,
meu calmante e talismã.
Insuportável seria
as manhãs sem o gosto das maçãs
sem você!
Insuportável seria
me acostumar a não tê-lo
como parte dos meus dias,
Pelo tanto que dia-a-dia,
tanto,
aumenta dentro de mim
meu amor por você...
Te amo!
Ana Cristina, 08/07/2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
ACONCHEGO
No teu aconchego
acho-me.
Perco-me
Esqueço.
Do tempo,
não penso nas horas,
só quero você!
No teu aconchego
provo teus beijos,
sinto seu cheiro.
Por ti
todos os desejos!
No teu aconchego
não existe espera.
Desconheço a pressa,
a entrega é sincera,
total!
No teu aconchego,
sem fim.
Pra sempre
você e eu.
E eu sempre
no calor
do teu aconchego
quero estar.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
INVISÍVEL
Invisível,
maltrapilho e sujo.
Uma foto excluída do cartão postal.
Largado às avessas,
esquecido pelo tempo,
envelhecido pelo sofrer.
Sequer sabe as horas do seu viver.
Sequer imagina o que ainda lhe falta sofrer.
Sente o pesar das horas...
Não sabe onde estará amanhã.
“SE” vai “estar”...
Será?
me perturba
por ser obscura.
Enegreceu o meu ser.
Doeu em mim
vê-lo...
Uma dor doída,
dor na alma
de ver o frio
naquela pele suja
que sequer tinha
um cobertor quentinho
para amenizar seu frio, sua dor.
Mobilizada
pelo ímpeto de uma ação
e da minha inútil necessidade de fazer algo,
ainda que esse algo fosse “nada”,
providenciei-lhe um café quente
e um pedaço de pão.
Receosa de sua ação,
com cautela perguntei-lhe:
Quer?
Sem nenhuma resposta verbal
vi seus braços estendidos
e suas mãos a agarrar
o pedaço de pão
e o café
como se fosse o bem mais precioso
e talvez o seja.
Comoveu-me profundamente!
Escondida atrás de lentes escuras,
chorei sentindo uma dor moída,
Doía...
Moída,
ferida,
como navalha afiada,
cortou-me por dentro.
Engasguei-me
nos meus sentimentos e reflexões.
Fui tomada pela compaixão
que deveria ser minha companheira diária.
Não somente minha,
mas de todos nós.
Deveríamos ver no mendigo, no perdido,
no abandonado, um irmão.
Deveríamos agradecer a Deus pela fartura minha,
“nossa” do dia-a-dia
e da cama quentinha que embala meus sonhos,
“nossos” sonhos.
Desejei ser “melhor”.
Não somente hoje,
mas
dia após dia,
se é que o posso ser.
(sei que não)
Queria que esse sentimento
independesse de uma emoção ou
compaixão momentânea.
Que fosse um sentimento
movido pelo amor,
pelo amar ao próximo,
como diz o ditado popular:
“fazer o bem sem olhar a quem”.
Hipocrisia?
Utopia?
NÃO!!
É a natureza humana.
Ponto.
Ana Cristina, 18/05/2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A MATEMÁTICA DO AMOR
E quem disse que o amor
precisa ser exato
como o resultado de uma soma perfeita?
E quem disse que o amor conhece a razão,
baseado em certezas tolas
criadas por nós mesmos
para justificar nossos medos?
Como se o amor precisasse de certezas para existir.
Como se o amor precisasse
de algo no sentido oposto
para poder atrair-se
ou ter 100% de afinidades
para que pudesse existir
O amor desconhece a matemática e a lógica.
Firma-se no conhecimento
do que apenas se sente,
se vê,
se prova,
se deseja.
Calcular o amor é imprevisível,
assim como prever os seus resultados.
Quem teme arriscar
não pode amar!
Pois o amor exige riscos
e muitas vezes exposições.
Amar muitas vezes pode ser
até mesmo insano.
O amor é para somar
todas as alegrias e conquistas.
O amor é para dividir
todas as tristezas e angústias.
O amor é para multiplicar
mais amor.
Desconhecendo a subtração,
a menos que esta sirva para amenizar
as cargas pesadas de um dos envolvidos no amar...
O amor sempre acrescenta
ao nosso dia a dia.
É a matemática da vida,
do saber amar,
que de tanto amor,
só sabe multiplicar
“Amor”
Ana Cristina, 25/02/2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
O BRILHO QUE VEJO
É este brilho que vejo,
brilho que me remete
ao brilho dos diamantes
tão cintilante.
É este brilho que vejo.
É este brilho que me contagia,
eterna magia,
lindo, límpido,
único,
teu.
É este brilho que vejo,
fruto do meu desejo
de ser tua mais uma vez...
Ser tua sempre.
Pra sempre!
É este brilho que vejo
quando acordo e nele
encontro minha imagem
refletida nos teus olhos,
espelhos d’agua
de minh’alma.
É este brilho que vejo
quando sei que percebes
que sou mais tua
que minha,
e me aceitas
me dizes sim!
É este brilho que vejo
quando me cantas uma canção
e me encantas
com o amor que emana
do teu coração.
É este brilho que vejo
quando sinto teu beijo
quando me perco e me encontro
nos teus abraços,
quando acordo e percebo
que me olhas e dizes
bom dia amor da minha vida.
É este brilho que vejo
quando sinto um afeto
um amor terno e sincero
tão grande em meu peito
a dizer-te apenas
te amo
porque por mais que queira
por mais que sinta
nada sei te dizer
além do velho clichê
eu amo você
minha vida!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
SALVE O AMOR
SALVE O AMOR
Salve o amor que arde em meu peito,
salve!
Salve o ardor que queima em meu corpo
por ele...
Salve!
Tenho vivido o amor.
Tenho conhecido o que é amar
todos os dias,
desde que o conheci.
Eu disse “TODOS”
mesmo!
Meu amor é uma delícia de amar
e de me sentir amada...
Amo!
Salve o amor que arde em meu peito,
salve!
Salve a voz que me seduz com o seu som a cada manhã,
salve!
Sou apenas uma mulher apaixonada...
Ele,
o homem que me arranca suspiros
todo instante!
Sou menina,
quando anseio pelo seu toque
viro mulher quando este se concretiza!
Ele,
o meu maior devaneio,
que me faz sonhar dormindo,
que me faz sonhar acordada.
Nós,
uma mistura a complementar
encaixe perfeito,
côncavo e o convexo.
Sou mais ele em mim,
mais eu nele.
Assim somos nós!
E sendo assim,
salve o amor,
que é tudo aquilo de mais valor
em ti,
em mim,
em nós...
Salve o amor,
salve!
Ana Cristina, 21/04/2011
sábado, 9 de abril de 2011
COMO UM PEQUENO GIRASSOL AMARELO
Como um pequeno girassol amarelo,
habito no jardim daquele
que me cultiva com amor
desde que era ainda semente.
Como um pequeno girassol amarelo,
acompanho a trajetória do sol que me rege
do nascente ao poente.
Assim eu te sigo nos meus dias, amor.
Como um pequeno girassol amarelo,
que para sobreviver
tem sua corola voltada para o sol.
Assim sou eu nos meus dias, precisando de você!
Como um pequeno girassol amarelo,
que simboliza sucesso, sorte e felicidade,
simbolizo com você
amor, sorte, graça e felicidade!
Como um pequeno girassol amarelo,
que cura toda e qualquer infertilidade,
assim sou eu com você,
distante de toda e qualquer infelicidade.
Como um pequeno girassol amarelo,
conhecido como a flor do Sol,
sou mais você em mim
do que eu mesma!
Como um pequeno girassol amarelo,
preciso da tua luz, meu Sol Diamante,
meu Sol de Ouro,
para que contigo eu possa viver mais.
Como um pequeno girassol amarelo,
fixada em teu jardim,
ao embalo do vento,
balançando as folhas com todo movimento.
Como um pequeno girassol amarelo,
pedindo-te tão somente
doure-me!
Oh! Sol que me queima!
Para que no teu dourar-me
entendas
meu único pedido:
Ame-me!
Não pare!
Ame-me!
Como um pequeno girassol amarelo,
que vive sob o nascente e o poente do Sol,
assim sou eu,
porque só sei viver para ti,
meu Sol, meu amor.
Como um pequeno girassol amarelo,
o teu girassol...
Amarelo!
Ana Cristina, 25/02/2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
HOJE
Hoje tudo faz sentido,
estou com você!
Em minha vida vejo as cores
pintadas pelo nosso amor.
Hoje tudo faz sentido,
sinto o perfume
que o teu corpo exala
e impregna no meu corpo.
Hoje tudo faz sentido,
sinto o toque das tuas mãos
a passear pelo meu corpo
a dedilhar-me como teu violão.
Hoje tudo faz sentido,
sinto o gosto dos teus beijos
que agora são meus
tanto quanto os meus são teus.
Hoje tudo faz sentido,
não há pranto,
somente risos
e meu gozo é sem fim.
Hoje tudo faz sentido,
não sou mais eu,
“é” tu em mim,
sou eu em ti.
Hoje tudo faz sentido,
sinto o perfume das maçãs,
sinto a textura dos sonhos,
sinto a brisa do vento.
Hoje tudo faz sentido,
somos dois,
somos nós,
somos o amor.
Ana Cristina, 30/03/2011
domingo, 6 de março de 2011
OUTONO

Lá fora tudo corre,
tudo agita.
Aqui dentro,
tudo cala,
tudo paira,
tudo fica.
Silêncio por fora,
sentimentos gritantes por dentro,
já nem sei dos invernos,
tampouco verão.
Desconheço as cores
da primavera doce.
Sinto-me outono,
folhas secas
caem de mim.
Não sei se ainda há verde.
Vejo apenas galhos secos...
Desnudos...
No chão toda a esperança,
se é que ainda há esperança.
Já não sei do verde,
só amarelo,
laranja,
marrom.
Tudo desbota!
O que era vibrante
agora é estático!
Ainda há verde ou cores?
Ainda?
Não sei!
Flores de primavera
ou neve de inverno impactante?
Ao pensar em que estação
encontro-me,
sinto-me outono!
Ponto!
Sinto o frio chegando,
aqueça-me!
Perco o sentido,
envelheço,
entristeço,
melancolia...
Quanta!
De um coração insensato
Por que me tomas?
Vai-te!
Não insista!
Vejo escala de cores
num “degradê”
preto e cinza.
Falta você aqui...
Sinto-me outono
quando estou sem você!
Ana Cristina, 03/03/2011
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