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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

DOCE E INCONSTANTE ENGANO

Íntimo
Ímpeto
Infinito
Engano

Profano
Reclamo
Insano
Derramo

Penso
Profundo
Escuro
Mundo

Inseguro
Censuro
Mensuro
Infortúnio

Me perco
Desconcerto
Quebro
Acerto

Fagulhas
Doçuras
Ternuras
Inseguras

Brincando
Torturas
Sorrindo
Perguntas

Desdenho
Calúnias
Bizarras
Figuras

Percebo enfim
Que zombas de mim
Enquanto fingis me amar
A ternura se desfaz
Loucuras que não voltam atrás
Já não me sinto capaz
De sorrir, enquanto de mim se desfaz

Ana Cristina, 11/09/2013. 

sábado, 24 de agosto de 2013

VIVA... SONHE... VIVA!!!

Viva a vida
todos os dias.
Sinta a vida
a cada instante.

Valorize a vida
como a um diamante.
Cuide bem da vida
da sua vida!

Só perca a vida
por uma causa justa e nobre.
Ganhe vida
sorrindo ao invés de chorar prantos.

Receba a vida
doando vida.
Dê vida
a quem perdeu vida.

Renove a vida
ressuscitando sonhos.
Pequenos ou
tamanhos.

Conserve a vida
regando, cultivando vida.
Viva a vida,
com vida e sonhe.
Sonhe... e...
Viva!!!

Ana Cristina, 24/08/2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ESPERANÇA, ESPERANÇA...

Como o sorriso de uma criança
Nasce a esperança
Verde, cor de rosa, vermelha ou anil
Você a colore como quiser

Imprescindível à vida
É nos dias chuvosos e cinzas
Que ela faz a grande diferença
Aquece, reiventa

As vezes longe, sumida...
Outrora perto nos faz guarida
O bom é mantê-la sempre por perto
No coração e na vida

Esperança pros "bons"
Esperança até para os "maus"
Ela nasce em qualquer jardim
Que nela acredita!

Esperança que chora
Esperança que grita
Esperança que sofre
É a mesma Esperança que ri

Esperança criança
Esperança,
Esperança...
Que como uma criança
Aprendeu a sorrir

Ana Cristina, 15/08/2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PRESSA

Não penso
Faço
Não sonho
Realizo

Não temo
Enfrento
Não descanso
Luto

Não me escondo
Dou "a cara a tapa"
Não perco a esperança
Agarro com força

Não sorrio
Dou gargalhadas
Não como
Saboreio cada parte

Não quero
Conquisto
Não danço
Flutuo

Não ando
Corro
Não paro
Tenho pressa

Não espero
"Corro atrás"
Não choro
Me derramo

Obstáculos
Avanço
Dificuldades
Insisto

Vontades
Persisto
Não imagino
Navego

Não escrevo
Exponho sentimentos...

Ana Cristina, 08/08/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

TORTURA...

Penso em você
nos sonhos sonhados
sonhos acordados

Te olho de longe
ainda assim
te sinto perto
Ainda em mim...

Quero...
quero tanto
te toco mas já não tenho você
loucura de "endoidecer"...

Distante como uma estrela que não se pode tocar
admiro cada gesto
admiro estática na "platonia" do sentimento só...

Tortura dos meus dias
todo dia
distância comedida

Penso nos beijos que foram
deixando desejos escondidos
amor quase bandido

Alucino com perfume
que fresco ainda parece estar no ar
desejo escondido no olhar

Relembro das mãos
a me tocar, dedilhar
me faz delirar...

Há como penso
sinto e "ressinto"

Querer sem poder
Tortura de enlouquecer

O gosto,
alvoroço dos meus sentidos
ebulem na pele, no corpo...

Ver e não poder ter
ter e ter que esquecer
insuportável ser tão proibido

Amor quase bandido
que roubou minha razão
devorou meus sentidos

Do que adianta ter
e depois ter que esquecer?

Fel disfarçado de mel
não me deixas entrar no teu céu
estrela distante do meu alcance

O prazer de momentos breves
que se fazem eternos no corpo e na mente
sentimentos quase indecentes
proibidos demais
reprimidos por necessidade
mas com veracidade
quando diz....
quero-te mais!

Ana Cristina 01/08/2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

DESCOMPASSO DOS MEUS PASSOS

Cinza são os dias
empobrecidos de alegria
descrentes da poesia.

Fria se torna a noite
ao me debater na cama sozinha
como o substrato sem a enzima.

Enganador é o teu sorriso
doce como um vinho
venenoso a escoar intrigas.

Teu olhar me devora como um leão faminto
que saboreia sem pena
o esmagar dos ossos da vítima indefesa.

Falsas são tuas promessas
tanto quanto a ingênua ideia
de que a felicidade pode ser eterna.

A solidão dança comigo
no baile dos desvalidos
pensamentos nus e sofridos.

Cálice de barro, rachado e raso
pobre da harmonia que enfeita com cores a vida
caminhada sem destino, inoportuno abrigo.

Descompasso meus passos
sem arrimo sobrevivo
a espera sem espera
da solidão sozinha
na vida sem vida.
Minha!

Ana Cristina, 26/07/2013.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A TORTURA DO NÃO...

O vazio
vazio
oco
sem fundo

Transparente
descrente
um poço sem rumo

Sem razão assumo
O abrir mão do mundo
errante sem prumo.

Sem rio
por um fio
navego
perdido
no achado escondido das descobertas cobertas

Sem saber cadê EU?
Me cobri de VOCÊ...

Nem sou TU
nem sei ser EU
não sou NÓS
nem VOCÊS
tudo agora é clichê

Longetude
finitude
atitude sem virtude

Inquieta
aquieta
no silêncio
sem reservas
a espreita da espera

Silencie o silêncio gritante
e escute o lamento inquietante
cortante
vazante

Nesse voo sem rumo
insulto negro e noturno
chão aberto sem chão
Torturado pelo NÃO

Me perdi na ilusão dos sonhos sem sonhos
sonhando a "sonhura" do SIM
Que sem força e enlouquecido
Aprendeu a dizer-te NÃO!!!

Ana Cristina, 22/07/2013

domingo, 14 de julho de 2013

RECOMEÇO... RENASÇO... FLORESÇO...


Quando penso que sei sobre alguma coisa dessa vida
descubro quão ignorante sou.
Quando penso que realmente enxerguei algo
Descubro que não vi o mais importante.

Quando penso que disse a coisa certa no momento oportuno
descubro quão inconveniente e inoportuno foi o meu falar.
Quando penso que sei realmente tudo o que sinto
descubro quão estranhos e desconhecidos são os sentimentos que habitam em mim.

Quando penso que fiz tudo aquilo que deveria ser feito
descubro o quanto deixei de fazer.
Quando penso que vou chegar aonde tanto planejei
descubro que ainda falta muito para trilhar o caminho que leva aos meus ideais.

Quando penso que não sei de nada
descubro que as respostas sempre estiveram aqui dentro e não quis olhá-las.
Quando penso saber o que escolho para mim
descubro que fiz a pior das escolhas.

Quando penso ter cometido o pior de todos os enganos
descubro que nestes enganos, muitos foram de  acertos. Surpreendo-me!
Quando penso que tudo está perdido
descubro que ainda há muito a ser descoberto e conquistado.

Quando penso que não há mais nenhuma chance
Descubro que uma segunda chance, só depende de mim e da minha vontade de recomeçar.
E assim sem perceber, percebo...
Que estou de volta ao Recomeço,
Renasço, Amanheço,
E enfim...
Floresço!!!

Ana Cristina, 14/07/2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

TUDO...VOCÊ!!!

Me esvaziei da alegria que sentia
e dos sonhos que sonhei.
Me enchi de um canto triste,
rasgado e sofrido em minhas entranhas.
A dor é tamanha!

Me esvaziei  dos cantos e de todos os encantos.
Dos sorrisos doces, largos, tamanhos.
Para encher-me do prato sem nenhum acalanto.
Não reclamo.
Não me engano.
Não colho, nem planto.

Me esvaziei de mim
para encher-me de ti.
Esvaziei todo meu eu,
quando um dia decidi me fazer teu.
Decidi sem pensar...
E pensando sofri, na ilusão que é te amar.

Me esvaziei dos teus sons,
das manhãs cor batom.
Já não ouço teus “Lás”...
“Ré... Mi... Fá... Si Bemol...”
Sem saber, me desfiz dos teus nós.
Ai de mim!
Estou só...
“Dó”!
O teu “Sol “se escondeu dos meu dias.
Anoiteço, não mais amanheço.
Não broto, nem floresço.

Me esvaziei do cantar, do sorriso e do falar.
Me perdi sem tentar.
Já não sei me achar.
Me enchi  do vazio que é estar sem ti,
que partindo fez meu sorriso ter fim.
Me esvaziei de mim.

Me esvaziei da esperança no olhar da criança.
Do perdão sem medidas,
e das medidas comedidas da vida.
Me enchi das mazelas amargas, eternas.
Fiquei sem guarida, sem ti...
sem VIDA.

Me esvaziei do teu azul fluorescente, doce era de tão inocente.
Me enchi do amarelo descrente, que de louco é demente.
Esvaziei tudo em mim incluindo a ti,
pra saudade não ter como me encher novamente de “TUDO”
... VOCÊ!!!

Ana Cristina, 10/06/2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

ESPERA DE INVERNO...

Conheci o calor e o fogo.
Paguei para ver se me queimava, e me queimei.
Sofri, sofro.
 Não sei quando vai passar.
Sei que passa, um dia passará.

Conheci céus tão estrelados.
Ouvi canções que tocavam dentro de mim sem fim.
Conheci olhares e sorrisos lindos.
Há, se pudesse jamais teriam fim!

Senti toques que despertaram um eu desconhecido em mim.
Saboreei sabores que jamais esqueci.
Mas...
Como chuva de verão, com a mesma força que veio, se foi.
Não entendo.
Como posso entender?

Hoje sinto apenas o frio de um cinzento e prolongado inverno.
Meus dias são noites.
Minhas noites viraram dia.
Minha manhã é cinza.
E as cinzas sou eu.

Quando penso que me encontro é aonde mais me perco.
Não percebo quão efêmero é o presente que já se foi.
Duradouro é o passado que já não se pode apagar.
Prolongado é tudo aquilo que já não se pode esquecer.

Longa é a espera de tudo que tenho pressa.
Longa é a espera do incerto que muito breve com o futuro se encontrará.
E dele o que se pode esperar?

Não vejo cores,
nem flores,
não sinto amores,
nem perfumes.

Sou como um cristal quebrado.
Tento juntar os mil pedaços espalhados pelo chão.
O mundo não para, nem vai parar para esperar os meus cacos juntar.
O mundo tem pressa e o meu castigo é esperar, o frio desse  inverno que não quer passar.

Apostei todas as fichas, nenhuma ficou para tentar acertar.
Nenhuma!
Talvez ainda seja cedo para dizer se realmente perdi , ou o que perdi dessa vida.
Talvez a perda seja o ganho.
Talvez o ganho... Minha maior perda.
Não há como saber.
Só me resta pagar pra ver.
Verei.

Enquanto isso...
Hoje o inverno é rei, soberano e absoluto.
Gela minhas mãos e acorrenta os meus pés.
Petrifica os meus dias, em surradas tentativas.
A esperança voa longe e não fala quando volta.

Tenho que seguir meu caminho sozinha.
Fruto da escolha que eu mesma fiz para mim.
Não culpo a ninguém, nem tampouco a mim.
Tinha que ser assim.
Um dia o sol há de voltar a brilhar.
E com ele virão novos risos, cores, sabores, quiçá novos amores.

O gelo vai derreter.
A esperança voltará por aqui.
O inverno vai passar.
E o sol voltará a sorrir.

Ana Cristina, 31/05/2013.