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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

TUDO NOVO



Passa o tempo
na memória.
Erros,
fatos
acasos,
mas,
todos passados.

No presente,
tente,
invente,
recrie,
faça tudo o que puder
diferente.

No futuro,
Imagine,
Idealize,
recrie o velho,
faça dele
seu velho e novo amigo.
Seja
o ano novo,
tudo novo,
novamente.

Desejo um Feliz Natal e Ano Novo a todos que por aqui passaram e por aqui sempre estão.
Felicidades a todos que direta e indiretamente me motivam a não parar de escrever.
Deus os abençoe!
Feliz 2012!!!!!!
Tudo Novo Novamente, RECOMEÇO!


Ana Cristina, 22/12/2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A ROSA E O ESPINHO






Quem vê a rosa sempre bela,
meiga, singela,
jamais pensa que ela tem defeitos
escondido às 7 chaves  dentro do peito.

Quem vê a rosa sempre bela
jamais imagina que ela
erre, peque, se altere, sofra,
ou até mesmo morra...
Como se elas tivessem que ser eterna!
Não é não!

Imagino o peso que a rosa carrega
de ser sempre bela, meiga, singela,
perfeita!
Isso pesa... Adoece e até mata!

Ao contrário da rosa,
quem vê o espinho sempre armado,
aparentemente ríspido,
pensa consigo perigo e evita
conhecê-lo, tocá-lo ou
entender os motivos deste o ser como é,
jamais pensa que ele tenha qualidades,
fragilidades e até mesmo beleza.

Infelizmente sempre somos levados
a pré-julgar pelo estereótipo.
Nem sempre o externo condiz com o externo...
Não mesmo!
Não!

Há beleza interna que se transcende a externa
e belezas externas que jamais
superam as internas.

Há bonitos tão feios
e feios tão lindos...

Mas é bom lembrar que nada é  uma regra.
Não!

Por ser sempre rígido, ríspido,
e aparentemente perigoso,
o espinho carrega o peso da solidão,
da evitação,
dos pré julgamentos,
eterno isolamento..

Mas o espinho não está só.
A rosa também não.
Ambos são intrinsecamente complementares.
Simbióticos.

A rosa em sua fragilidade e meiguice precisa
da força e rigidez de seu espinho.
O que torna a rosa “aparentemente” frágil,
protegida e resguardada
por aquele “aparentemente” ríspido,
rígido e sozinho.
O espinho torna-se então
protetor, amigo fiel  e não só mais um.
Ambos fazem-se dois.

A verdade é que não há rosa sem espinhos...
Nem espinhos sem rosas...
Isso é tão perfeito
que só poderia ser obra de Deus,
que em nada erra no fazer e acontecer.

A rosa e o espinho
nos prova apenas
o que minha mãe sempre fala:
“Não há bem sem falta
nem há falta sem um bem”.
Esta é a obra da vida,
perfeita no ensinar,
infinita no saber de seu caminhar.

Ana Cristina, 28/11/2011
 



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MEU NINHO



Difícil é sair do ninho.
Sinto medo do que ainda não sei.
É difícil abdicar do calor do ninho,
do seu chão tão quentinho,
das asas que me protegiam,
e que passo a passo 
ensinavam como um dia prosseguir.

Difícil é sair do ninho,
aprender a voar sozinho
e sentir na imensidão do infinito
muitas vezes o vazio.

Difícil é sair do ninho
e encontrar o caminho certo
que tantas vezes se faz incerto,
mas que preciso percorrer
e meus medos vencer.

Difícil é sair do Ninho
e arriscar o tudo
que nada ainda é,
mas que um dia poderá vir a ser...

Difícil é sair do ninho,
mas um dia seria preciso,
não somente seguir 
o meu próprio caminho,
voar sozinho,
e seguir meu destino.

Difícil é sair do ninho,
passo a passo sozinho.
E construir também
o meu próprio abrigo.
Fio a fio construindo
em dias de sol ou de frio
o meu simples abrigo,
meu tudo, meu ninho.

Difícil é sair do ninho,
mas seria preciso
encontrar um alguém
e fazer dela refém
do amor 
sem medida
em sua forma mais linda,
no aconchego singelo,
presente sincero
do meu maior bem,
meu ninho.



Ana Cristina, 11/11/11

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PRIMAVERA


Na primavera
flores,
cores,
ardores.

Primavera
dos sabores,
singelos
amores.

Primavera,
bem-me-quer,
sempre te quer!

Primavera...
Há quem dera
na quimera
me abrir!


Ana Cristina, 03/11/2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SOU


Ando a passos largos
Tenho pressa
Tenho sede
Tenho fome...

Não sei de quê
Não sei por quê
Ando...

Não insisto diante da incerteza
Do ter
Do ser
Não ter

Não pareço mais com o eu
de ontem.
Sou hoje!
Queria ser sempre
Não sei quem serei amanhã...
Ou sei?

Nesta longa estrada
me perco.
Me acho,
me esqueço,
enlouqueço.

Sou certo
Incerto
Sou terno
Seu céu
Inferno


Ana Cristina, 4/10/2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

AVULSO


Perto
Certo
Incerto
Eterno
Quero
Sincero
Espero
Mero
Sinto
Respiro
Preciso
Repito
Você
Você
Você...


Ana Cristina, 23/09/2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LABIRINTO


Penso
Esqueço
Permaneço
Enlouqueço

Sinto
Ressinto
Instinto
Bandido

Perco
Derreto
Permaneço
Seco

Instinto
Labirinto
Absinto
Vinho

Tinto
Vivo
Fico
Sigo

Prossigo
Nos teus
Labirintos
Contigo

Ana Cristina, 22/08/2011

domingo, 7 de agosto de 2011

INSUPORTÁVEL



Insuportável seria
viver sem ter o seu amor,
acordar sem os teus bons dias,
dormir sem os teus abraços.

Insuportável seria
planejar um futuro
sem encontrar nós dois,
ouvir os sons
e não ouvir a tua melodia.

Ver o nascer do sol
e não sentir a tua presença
depois vê-lo se pôr
sem ter o seu aconchego.

Compor canções
sem o sentimento
que arde em meu peito
por você!

Insuportável seria
não visualizar o teu sorriso,
a coisa mais linda de se ver,
meu calmante e talismã.

Insuportável seria
as manhãs sem o gosto das maçãs
sem você!

Insuportável seria
me acostumar a não tê-lo
como parte dos meus dias,
Pelo tanto que dia-a-dia,
tanto,
aumenta dentro de mim
meu amor por você...
Te amo!

Ana Cristina, 08/07/2011






quarta-feira, 20 de julho de 2011

ACONCHEGO



No teu aconchego
acho-me.
Perco-me
Esqueço.
Do tempo,
não penso nas horas,
só quero você!

No teu aconchego
provo teus beijos,
sinto seu cheiro.

Por ti
todos os desejos!

No teu aconchego
não existe espera.
Desconheço a pressa,
a entrega é sincera,
total!

No teu aconchego,
sem fim.
Pra sempre
você e eu.

E eu sempre
no calor
do teu aconchego
quero estar.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

INVISÍVEL



Invisível,
maltrapilho e sujo.
Uma foto excluída do cartão postal.
Largado às avessas,
esquecido pelo tempo,
envelhecido pelo sofrer.
Sequer sabe as horas do seu viver.
Sequer imagina o que ainda lhe falta sofrer.
Sente o pesar das horas...
Não sabe onde estará amanhã.
“SE” vai “estar”...
Será?

A paisagem desta figura
me perturba
por ser obscura.
Enegreceu o meu ser.
Doeu em mim
vê-lo...
Uma dor doída,
dor na alma
de ver o frio
naquela pele suja
que sequer tinha
um cobertor quentinho
para amenizar seu frio, sua dor.

Mobilizada
pelo ímpeto de uma ação
e da minha inútil necessidade de fazer algo,
ainda que esse algo fosse “nada”,
providenciei-lhe um café quente
e um pedaço de pão.

Receosa de sua ação,
com cautela perguntei-lhe:
Quer?
Sem nenhuma resposta verbal
vi seus braços estendidos
e suas mãos a agarrar
o pedaço de pão
e o café
como se fosse o bem mais precioso
e talvez o seja.

Comoveu-me profundamente!
Escondida atrás de lentes escuras,
chorei sentindo uma dor moída,
Doía...

Moída,
ferida,
como navalha afiada,
cortou-me por dentro.
Engasguei-me
nos meus sentimentos e reflexões.
Fui tomada pela compaixão
que deveria ser minha companheira diária.
Não somente minha,
mas de todos nós.

Deveríamos ver no mendigo, no perdido,
no abandonado, um irmão.
Deveríamos agradecer a Deus pela fartura minha,
“nossa” do dia-a-dia
e da cama quentinha que embala meus sonhos,
“nossos” sonhos.

Desejei ser “melhor”.
Não somente hoje,
mas
dia após dia,
se é que o posso ser.
(sei que não)

Queria que esse sentimento
independesse de uma emoção ou
compaixão momentânea.
Que fosse um sentimento
movido pelo amor,
pelo amar ao próximo,
como diz o ditado popular:
“fazer o bem sem olhar a quem”.
Hipocrisia?
Utopia?
NÃO!!
É a natureza humana.
Ponto.

Ana Cristina, 18/05/2011