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terça-feira, 13 de março de 2012

MOTIVA-ME



Motiva-me
a vida,
a ser feliz,
e a dizer sim.

Motiva-me a 10!
Motiva-me a 100!
Motiva-me a 1000!

Motiva-me!

Motiva-me a crer
quando perco a esperança.
Motiva-me a manter
um sorriso de criança.

Motiva-me a sonhar,
conquistar,
caminhar sem recuar.

Motiva-me!

Motiva-me a lutar,
me dando força,
me dando amor.

Motiva-me!

Motiva-me a sentir-me única,
pois me tornas única no teu me ver.

Motiva-me!

Motiva-me a ser tua
porque já não sou minha.
Sou tua!

Motiva-me!

Motiva-me 
a estar contigo 
independente do perigo,
pois já não existe tempo ruim
desde que sou uma com você!

Motiva-me!

Motiva-me em mim...
Motiva-me quando estou em ti...
Motiva-me a ser eu...
Motiva-me a ser tu em mim...
Motiva-me a ser eu em ti...

Motiva-me!

Porque já não sou mais eu sem ti,
enfim...

Motiva-me!

Ana Cristina, 14/03/2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

AÇOITE À MEIA-NOITE



A noite infindo açoite
corrói-me nas entranhas.
Solidão tamanha,
estranha,
me enganas
sob o peso que me lanças!

Murmúrios, gemidos e xingos,
porque enganar ao coração que amas?
Infâmia, tamanha,
suplício,
desperdício.

Como posso enxergar
se a minha visão ofuscas?
Como prosseguir
se encontro-me preso a ti?

Procuro respostas
e o silêncio me grita
o que não quero admitir.

Já não sei quem és para mim.
Também sei que não sou mais o mesmo em ti.
Mutação, frustração!

Enfadonho discurso à meia noite.
“Foi-ce!”
Devia voltar a dormir,
apagar e esquecer tudo aquilo
que me fez sofrer.
Quero um sono tranquilo,
um eterno amigo.
Alimento neste
a esperança de que amanhã,
ao despertar,
tudo novo
poderá recomeçar!


Ana Cristina, 07/03/2012

sábado, 3 de março de 2012

NAS NUVENS


A conheci de longe
tão meiga e terna.
Singela e bela,
era ela uma nuvem a passear pelo céu.

Às vezes tão perto,
destino incerto
lhe acometeu.

Cercada de cuidados,
sempre a fino trato,
esta nuvem cresceu.

A nuvem sofria,
outrora gemia,
a dor que então conheceu.

Mas nada a rendia,
pois ela sabia
que o soluço que a esvaziava
um dia se esvaneceria.

Menina, mulher, amiga.
Irmã, mãe, talismã.
Foi presente de Deus
pra mim e pros seus.

Em seus planos tantos sonhos,
muitos deles interrompidos.

Seu tempo foi pouco,
mas seu pouco se fez muito.
Pela intensidade que viveu,
Nas nuvens
passeava pelo céu,
semeando o amor no coração
de todos que a conheceu.

Deve ter se tornado verdadeiramente um anjo.
Deve continuar a voar pelo céu.

Em seus olhos cor de mel,
as janelas que se abrem para o céu.
Duas portas de esperança
num sorriso de criança.

Agora longe
mas ainda perto,
deve nos espreitar do céu,
passeando pelas nuvens.

Nas nuvens era um anjo.
De encanto e amor.
Verdadeiro esplendor.

Em nosso peito ficou a flor
da semente que plantou..
Em nós...
nasceu o amor!
E a saudades nos deixou.


Ana Cristina, 03/03/2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

ESTRANHA DE MIM MESMA


Insone,
me pergunto coisas que não tem resposta.
Sem sentido,
o que me perturba
busca um sentido.

Minha falta é uma incógnita
e já não sei como preencher este vazio.

Mergulho num infinito infindo
e perturbador de incertezas.
Confronto-me e percebo quão estranha
sou de mim mesma.

Não sei mais o que quero
nem sei se o que penso querer
realmente quero.
Não sei...
Ou sei?

Já não sei do presente.
Quiçá meu futuro.
Labirinto escuro,
sem direção.
E o passado?
Prefiro esquecer!

O sorriso que vejo hoje
no teu rosto tão contente,
só revela a tristeza do meu
ao ver que não sou eu o motivo do seu riso.

Me esquivo do nada.
Me esquivo de tudo.
Me esquivo de mim,
por me ser tão estranha.
Insanidade tamanha!
Estranha!
Estranho!

É estranho perceber
que achava que me conhecia.

Surpreendo-me
ao saber
que de mim nada conhecia.
E é por isso que me sinto assim...
Tão estranha de mim mesma...
Incerteza.
Estranheza.
Minhas certezas já não existem.
É estranho.
Insano!

Ana Cristina, 21/02/12

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

RECONHECIMENTO


Desde cedo, quando ainda pequenos
conhecemos a palavra “reconhecimento”
Desde os primeiros passos e rabiscos
já esperamos o reconhecimento daqueles que nos geraram. 
Na escola, após a tarefa bem feita
esperamos a estrelinha com os parabéns.
Como fruto de nosso reconhecimento
passamos a vida inteira numa incansável busca pelo reconhecimento.
Isso, às vezes, vira um eterno tormento.  
Buscamos ser reconhecidos pelo outro enquanto pessoas.
Reconhecidos pelos nossos familiares
no anseio de sermos alguém de quem eles se orgulham.
Reconhecidos pela pessoa amada como alguém a quem este admire,
admiração esta que justifique o ser amado. 
No ambiente de trabalho também ansiamos
pelo reconhecimento de nosso esforço e labuta.
Envelhecemos e esperamos de nossos filhos
o reconhecimento de tudo que foi feito por eles,
de tudo que se investiu emocionalmente e financeiramente.
Reconhecimento pelo amor incondicional e as renúncias. 
E ao chegar próximo a nossos últimos dias,
esperamos o reconhecimento da vida...
Que talvez um dia chegue,
talvez nunca chegue...
Talvez cheguemos ao fim da linha
sem alcançar o tão esperado reconhecimento.
Talvez... 
Mas ainda sim,
levamos ao retorno do pó que viemos
a esperança de que mesmo depois de morto
esse sentimento surja de algum lugar
e sejamos enfim reconhecidos pelos que ficam... 
Reconhecimento...
Reconhecimento...
Nossa glória,
também nosso tormento.
Eterno lamento! 


Ana Cristina, 10/02/2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

FUGAZ


Me  maltratas na madrugada
onde o silêncio é meu tormento.
O que cala é o que tanto me fala.
O que não quero ouvir é o que mais escuto.
Teus ais me tiram a paz.

A que vens?
Pra onde vais?
Incertezas
tenho todas.
São perguntas
sem respostas.

Fantasias e sonhos
sem reais.
Construções
Irreais.
Banais.
Nada eficaz!
Nada!

O que me maltrata retrocede sempre no tempo
que insiste em lembrar
o que sempre repito:
Quero esquecer!
Pode te parecer confuso
mas nesse instante
nada faz tanto sentido...
Onde é irreal o que me amedronta
onde é tão real essa falta de paz
Fugaz!






Ana Cristina, 29/01/2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

JUVENTUDE


Juventude,
não seja inútil.
Lute.
Pergunte.
Mude!

Juventude,
não tenha medo.
Arrisque desde cedo,
inunde
tudo.
Mude o mundo,
erre,
acerte,
invente,
tente,
seja verbo presente,
sempre
no sempre!

Sonhe com o futuro,
encare o mundo,
seja o tudo
de bom que consiga.

Juventude,
Inquietude,
Marche,
siga em frente!
Avante !
Cante
até o fim!

Juventude...
Juventude...
Lute!
Lute!
MUDE!


Ana Cristina, 11/01/2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

RESPEITO

Às vezes me pego pensando
a respeito do respeito.
Despeito!
Mas o que é respeito?
Aceitar a igualdade?
Diferenças?
Crenças?
As multi-raças e suas cores?
Não jogue fora as flores...

Em teu íntimo não respeitas
aquele a quem tu fingis amar,
todavia, no fundo rejeitas.

Encenas,
utiliza-se de mil facetas!

Engana-te!
No fundo és tu
quem não te respeita,
rejeitando em ti
aquilo que nunca aceitas!

Respeito...
Leve-o em teu peito,
mas não fique sem jeito
se um dia o desrespeito
em tua porta bater.

Porque um dia ele chega
para outros e também pra você,
disfarçado de um sujeito qualquer
que te vê
mas não vê
nem tampouco ao sagrado que guardas
e com esmero achas tão belo,
mas para ele
invisível é,
desacato,
destrato,
infortúnio retrato
que a ti não respeita!
Rejeita e menospreza...

É nessa hora que sabes
o valor do respeito
e por ele almejas.

São nessas horas que não desejas
para o outro
o que não queres pra ti!


Ana Cristina, 04/01/2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

TUDO NOVO



Passa o tempo
na memória.
Erros,
fatos
acasos,
mas,
todos passados.

No presente,
tente,
invente,
recrie,
faça tudo o que puder
diferente.

No futuro,
Imagine,
Idealize,
recrie o velho,
faça dele
seu velho e novo amigo.
Seja
o ano novo,
tudo novo,
novamente.

Desejo um Feliz Natal e Ano Novo a todos que por aqui passaram e por aqui sempre estão.
Felicidades a todos que direta e indiretamente me motivam a não parar de escrever.
Deus os abençoe!
Feliz 2012!!!!!!
Tudo Novo Novamente, RECOMEÇO!


Ana Cristina, 22/12/2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A ROSA E O ESPINHO






Quem vê a rosa sempre bela,
meiga, singela,
jamais pensa que ela tem defeitos
escondido às 7 chaves  dentro do peito.

Quem vê a rosa sempre bela
jamais imagina que ela
erre, peque, se altere, sofra,
ou até mesmo morra...
Como se elas tivessem que ser eterna!
Não é não!

Imagino o peso que a rosa carrega
de ser sempre bela, meiga, singela,
perfeita!
Isso pesa... Adoece e até mata!

Ao contrário da rosa,
quem vê o espinho sempre armado,
aparentemente ríspido,
pensa consigo perigo e evita
conhecê-lo, tocá-lo ou
entender os motivos deste o ser como é,
jamais pensa que ele tenha qualidades,
fragilidades e até mesmo beleza.

Infelizmente sempre somos levados
a pré-julgar pelo estereótipo.
Nem sempre o externo condiz com o externo...
Não mesmo!
Não!

Há beleza interna que se transcende a externa
e belezas externas que jamais
superam as internas.

Há bonitos tão feios
e feios tão lindos...

Mas é bom lembrar que nada é  uma regra.
Não!

Por ser sempre rígido, ríspido,
e aparentemente perigoso,
o espinho carrega o peso da solidão,
da evitação,
dos pré julgamentos,
eterno isolamento..

Mas o espinho não está só.
A rosa também não.
Ambos são intrinsecamente complementares.
Simbióticos.

A rosa em sua fragilidade e meiguice precisa
da força e rigidez de seu espinho.
O que torna a rosa “aparentemente” frágil,
protegida e resguardada
por aquele “aparentemente” ríspido,
rígido e sozinho.
O espinho torna-se então
protetor, amigo fiel  e não só mais um.
Ambos fazem-se dois.

A verdade é que não há rosa sem espinhos...
Nem espinhos sem rosas...
Isso é tão perfeito
que só poderia ser obra de Deus,
que em nada erra no fazer e acontecer.

A rosa e o espinho
nos prova apenas
o que minha mãe sempre fala:
“Não há bem sem falta
nem há falta sem um bem”.
Esta é a obra da vida,
perfeita no ensinar,
infinita no saber de seu caminhar.

Ana Cristina, 28/11/2011